sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Série Ajuda


( Trabalho de Fabiano Araruna )


A série "Ajuda" foi previamente pensada como uma obra de arte que questiona a relação da pessoa física com a máquina, as redes sociais virtuais, e comportamentos maquinais.

Trata-se de uma Web art, espécie de intervenção urbana "virtual", nesse espaço do computador e da internet.
Sua apresentação é feita por meio da imagem da tela do computador, congelada, que posteriormente foi impressa e posta à vista do espectador, como em um quadro, na parede.

No caso, o trabalho consistia em entrar em chat´s de empresas diversas, disponíveis nos sites das mesmas, no link ajuda/atendimento online.
Assim, os funcionários destas empresas eram questionados/confrontados sobre a possibilidade daquele chat virar uma obra de arte contemporânea.

Foi constatado, diante de todas as respostas, que, as pessoas nada tinham a falar sobre arte, o que nos faz pensar em como acabam se tornando eles próprios, máquinas, ou seja, o conceito de máquina acaba se confundindo, já que, pessoas que controlam máquinas, são programadas para responder somente à solicitações referentes à empresa. Não sabemos se, a pessoa não tem conhecimento ou opinião sobre arte, ou se somente não pode falar sobre este assunto. Uma máquina controlando outra máquina.

E assim, mesmo quando eles são obrigados a responder como máquinas, eles ainda tentar reagir...criando um conflito interno e pessoal entre ser máquina e ser gente, e o ser máquina acaba vencendo.

A partir daí, podemos refletir sobre os tempos de hoje, em como cada vez mais as pessoas são programadas para dizer determinadas coisas, em como este sistema nos aliena, e não nos permite a crítica, tornando-nos meros fantoches nas mãos das grandes empresas.

É importante analisar que, é devido à informatização, cada vez maior, de tudo, desde serviços, até amizades passando até por namoros virtuais, que as pessoas vem adotando este comportamento maquinal. Esta informatização, se faz necessária, na medida em que, o mundo contemporâneo corre, cada vez mais, descartando produtos, precisa estar se atualizando a cada segundo, acabando por descartar também opiniões que se tornam irrelevantes, na medida em que, é importante ter uma massa de trabalhadores programada que renda mais, do que pessoas com idéias diferenciadas.(que possam aparentemente prejudicar o rendimento da empresa)

A crítica do trabalho procura levantar todas estas questões, sobretudo com um toque de humor, que é característico, diante de uma situação absurda, como a descrita pelo comportamento dos atendentes e ainda nos faz questionar o quão válida é essa aparente "simplificação" das informações, da vida.

domingo, 11 de abril de 2010

O novo alento


...ele veio, chegando assim.............. como quem não queria nada.
teve uma prova...
...e uma certeza...
insistiu...
persistiu
naquilo q insistia em acreditar...
queria realidade
não fantasia

pulou na lagoa
achou a chave
tentou abrir o freezer
suportou extremos
tenta descongelar aquele ser pequenino, latente, q espera aquele momento
aquele sopro de vida..


de repente

trouxe o ar.. a segurança

a tranquilidade q faltava

p mim.


terça-feira, 31 de março de 2009

Wii: Robôs em matrix


Rafinha tem acesso à internet, câmera digital, mp7. Vive conectado...orkut, msn, videogames, tem blog, fotolog, mas não lê jornal e não assiste noticiários.
Ele é o retrato da geração 21, que cresce rodeada por tecnologias, conectadados a todo tempo a todo mundo.
Que essa "Revolução Tecnológica" tem um lado bom, ninguém pode negar. Essa variedade de escolhas, informações, aliadas à mobilidade, facilita a vida de qualquer um. Só que, ao mesmo tempo, dá p notar os furos dessa rede. Esse universo tido como da participação e colaboração é tão digital que não existe, vira uma coisa meio matrix. O que se diz sobre consumidores serem editores de conteúdo, em um primeiro momento soa como um poder, mas num segundo momento, radiografado, observamos que as empresas nos dão a falsa idéia de que as controlamos, para nos manter conectados a elas, absorvendo todo o tipo de conteúdo inútil e nos induzindo a consumir mais.
Na verdade, o que vemos é que essa mobilidade não conecta pessoas, conecta seres alienados. A "Geração C" , representa o conteúdo vazio a que estamos condenados. As pessoas estão cheias de opiniões (não q isso seja ruim, pelo contrário, mas até certo ponto!), fotos, filmes espalhados por essa rede, sendo que são coisas que não tem a mínima relevância. É nada mais que o fruto da semente do consumo, o egoísmo, que faz com que as pessoas só se mostrem por seus interesses específicos. (fica a pergunta: p q expor sua vida toda p qualquer um? ok, entendo q vc quer mostrar o seu mundo, as suas opiniões, mas p q? é p se sentir alguém? alguém virtual? mtt bizarro isso cara...)
Programas como o Second Life e Nintendo Wii, que reproduzem situações reais vão, daqui a um tempo tornar a Geração C ou 21 ou o q quer q vc queira chamar...de Geração Robô!!! Assim, estaremos todos, sem sair de casa, vidrados em telinhas digitalizadas, vivendo mundos irreais, ligados por falsas fantasias, quando deveríamos estar percorrendo estradas de terra pelo mundo, ligados por laços afetivos concretos.
Se p Rafinha a inovação é natural, p mim, parece uma coisa meio surreal...


domingo, 8 de março de 2009

Pressão


Todos veem o homem,

alguns enxergam que ele enfrenta uma tempestade;

Idéias, ideais, pessoas, passado, futuro e presente... desejos, escolhas, conflitos.

Contudo ninguém entende o porquê.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A bunda de Picasso


A bunda. “Objeto” de desejo do sexo masculino. Responsável pelo requebrado da mulata no carnaval, desperta a paixão nos homens. Há mulheres famosas por suas bundas, a tal da famosa mulher melancia.
As bundas são assim, nunca saem de moda. Na TV, no baile funk, no samba, na praia, na semana de moda, até nos "xingamentos". É muita abundância.
A bunda. “Objeto” de desespero para algumas mulheres. Há várias que vivem em função de suas bundas. Dezenas de tratamentos, alguns milhares de reais, para preservar seu cartão de visita. A bunda é inimiga número um das celulites e das estrias. E a mulher que não se cuidar, coitada, ao invés de mulher melancia, vira mulher casca de laranja ou limão.
A bunda. Responsável pelo despejo dos dejetos. Orgânicos, e emocionais. Tudo que não é aproveitado pelo organismo sai por ela, sejam os excretas do metabolismo, sejam os sentimentos que não cabem. É escatologia, é medo, é amor. É ofensivo e erótico ao mesmo tempo.
Muitas coisas provemos de graça. Beijo, abraços, gozo...bosta é uma delas também. Tudo o que um animal também pode oferecer. De resto, tudo no homem é comprado, até a bunda. Basta ir em uma clínica de cirurgia plástica e comprar a sua prótese de silicone e colocar lá. Há também aqueles que fazem lipoaspiração em outras partes do corpo e despejam para encher suas nádegas de volume de gordura.
A bunda é objeto. É quase um ser vivo independente. Tem praticamente uma vida própria. (tem até diversos nomes e apelidos carinhosos..o famoso "bumbum"). Produz som, cheiro, formas, e desejos. Algumas funções. Contudo, a única certeza que temos é a de que um dia a bunda cai.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Laços


Aquele q teme levar um choque,
jamais deve (deveria) se atrever a chegar perto demais da alta tensão.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Incólume


Dia desses, estava eu, atrasada p ir p faculdade, olhei no relógio, vi q estava em cima da hora..o ônibus passaria em menos de 5 min..mesmo assim, decidi ir correndo, apanhei minhas coisas...peguei o elevador e saí afoita.

Quando cheguei na esquina, que precisava atravessar para ir ao ponto, qual não foi minha surpresa?! o sinal estava fechado p mim e o meu ônibus estava passando, quase que debochando da minha pressa. Conformada de que precisaria esperar pelo menos mais meia hora p q o próximo chegasse, respirei...e do outro lado da rua observei uma família (ou pelo menos parte dela)...A mãe, com duas filhas, a primeira já com seus 50 e poucos anos, as meninas parecendo ter uns 15 e a menor uns 12 talvez.. e observando-as, me pus a imaginar suas vidas...me pareceu q não tinham mt dinheiro, estavam vestidas como q indo para uma festa, ou talvez uma reunião, pressupus, ao reparar q as 3 vestiam saia, blusa e sandálias altas, arrumadas. Olhei de novo, e vendo na expressão da filha mais velha um misto de aflição e cansaço, refiz meu pensamento...reparei q a menina era mtt magra e imaginei q algo estranho estaria acontecendo..talvez elas estivessem indo para um culto religioso pedir por saúde, talvez estivessem indo p o hospital..mas elas estavam do outro lado da rua paradas.

O sinal abriu p mim..atravessei e fui p ponto, que por sinal já estava cheio de novo. Comecei a esperar por aquele q não vinha, e voltei a observar a família, só q agora de um ângulo diferente...de repente...a filha mais velha, aquela q eu achei com um olhar distante...desfaleceu entre a irmã e a mãe..rapídamente um senhor veio acudir, segurou-a e ela logo recuperou a consciência..(todos levamos um susto)...o senhor foi embora, e segundos depois a menina tornou a desmaiar...mas dessa vez não voltou..a mãe desesperada, tinha uma expressão de pânico e impotência..segurando a filha no colo, não conseguia chorar, não sabia o que fazer...

Enquanto isso.. eu, do outro lado da rua, assistindo tudo aquilo não consegui sequer me mexer...pensei logo, se fizesse medicina iria lá ajudar, mas não faço, q poderia eu, ser meramente humano, sem nenhuma prática ou pro-atividade fazer? Nesse momento fiquei estarrecida não só com a minha, mas com a incapacidade de agir de todos q se encontravam a minha volta naquele ponto de ônibus, e pensei em quão desumano era aquilo...mas aquilo era mais forte q eu..me impedia de mover sequer as pernas...e eu só consegia pensar no sofrimento da menina, e comecei a inferir sobre o q ela poderia estar passando..sendo tão magra daquele jeito, estaria sofrendo de algum tipo de doença "moderna" como a anorexia? Teria uma outra doença mais grave? ou seria somente uma queda de pressão? a irmã menor chorando.. e eu ali..me perguntando aonde estaria o pai daquela família, como seria a história deles.. eu já não sabia o que pensar...rapidamente, ao contrário de nós, que estávamos ali, meramente espectadores, com coisas mais "importantes" para fazer,tais como ir p a faculdade ou trabalho, esperando nosso ônibus, algumas pessoas foram ajudá-las...e q crueldade...o táxi, vendo que era uma emergênica, recusou-se a parar...talvez ele estivesse ocupado demais como nós, mas logo veio outro, que se prontificou a ajudar..e assim, parada, ao mesmo tempo estupefata, aliviada, angustiada, esperando o ônibus, voltei a mim...fui tomada de um pânico, q me consumiu a alma, e todos meus medos vieram a tona...eu estava ali, na rua, sozinha, me sentindo a última criatura do mundo, inerte, eu não era sem coração, sentia piedade, só não tinha ação para um momento como aquele..era um ser tão indefeso, quanto a irmã de 12 anos que chorava de medo, vendo sua irmã padecer..e pensei..que poderia ser eu ali...e se aquilo acontecesse comigo? alguém me ajudaria? quem? e me vi então tão pequena e sozinha no mundo...

Vi o táxi partir...junto dele, ia não só a menina doente, mas também toda a sua história e de sua família...q eu nunca ficarei sabendo...
....meu ônibus chegou...subi..e raciocinei que precisava parar de pensar naquela história..pois senão..voltaria para casa, e não levantaria mais da cama... fui p faculdade, tudo voltou ao normal. (?)

..fiquei perplexa diante da passividade que faz o mundo girar..

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Personagem Naturalista


A ostra
animalzinho peculiar
tem o corpo todo molinho, é quase uma manteiga derretida
se protege envolvida por uma concha calcificada e não abre de jeito nenhum a danada.
Tem músculos adutores que a prendem de maneira q a única coisa q passa por ali é o plâncton, e todo mundo sabe q não existe coisa mais light e saudável do que uma dieta rica em plâncton (filtrado ainda por cima), principalmente o fitoplâcton, q além de ser micro e fazer aquela fotossíntese,sustenta a cadeia alimentar oceânica inteira.
Orgulhosa de sua auto-proteção, quando alguém de fora (sempre tem um parasita safado, tentando tirar vantagem) tenta entrar, ela não pensa 2 vezes não, libera a substância, a chamada madrepérola,que vai imobilizar o pequeno invasor, não permitindo que ele se reproduza, mas tb quem mandou ele ir entrando sem pedir licença, problema dele (ele é um parasita mesmo); mas ela q é toda pomposa, faz questão de transformar aquele ser inútil, e aquela madrepérola q jogou em cima dele, a mistura, vira uma singela e bela pérola.
..a ostra é assim..
auto-suficiente
auto-protegida
as vezes se prende a lugares, as vezes não se prende a nada..
sempre fechada em sua existência interior...cheia de autos-..

Aí vem o homem, ser irracional, abre a ostra, arranca a pérola p fazer um colar e ainda come a coitada.

Dado curioso: A Ostra é um animal rico em zinco, um dos nutrientes requeridos para a produção de testosterona (hormônio masculino).

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Lembranças de um outro mundo

Viagem: experiências de todo tipo, que foram vividas intensamente, as quais mts vezes provocam uma mudança interna, memórias que serão difundidas pelo mundo, lembradas por quem viveu para sempre.

"choro de despedida, medo de avião, perrengue no atlântico, grande jornada de ida.
casa com 70 meninas d todo o brasil, choro de desespero quando me dei conta de estar na ásia..e não poder voltar p casa d carro, banhos gelados, um milhão de camadas d roupa, 3 graus celsius médio, briga com gaúcha irritante, choro de tristeza ao ver o resultado da ufrj, perdidas no primeiro dia sem saber voltar p casa, broncas, mtss broncas, cariocas subversivas quase expulsas, claustrofobia dentro da caverna, ver um arco-íris maravilhoso, passeio a massada, o lugar mais lindo de todos (uma das montanhas mais altas de israel, onde só há deserto em volta e o mar morto), a SORTE de estar chovendo nesse dia (lá só chove 4 dias no ano!!), mttt frio, mãos, e nariz sangrando, cabelo mais bonito, cantadas no mercado árabe, incorporando o espírito grosso israelense, lola mercadora poliglota, narguila na varanda escondida, museu do holocausto mtt incrível, o ar mais puro q eu respirei na vida,visões de campos homéricos, chão limpo sem lixo, pessoas educadas, ônibus estranho, religiosos malucos, casamento da golda (uma amiga q se mudou p la e casou com um amigo tb), paixão paulista arrebatadora, maratona de ônibus, o muro das lamentações...todo mundo chorando.. e reencontros, provando de tudo (comendo horrores!!ahah valeu gordinha), lanchinhos na madrugada, compras super úteis (tipo, uma meia colorida e uma caneta), soldados maravilhosos, aprendendo a lavar roupa, assistindo a todas as aulas de hebraico (dormindo!!), fotos 2x1,passando shabat (sábado) no bairro árabe (no único condomínio judeu do lugar), super bem recebida, comendo mt, casa só p gente, segredos revelados, crianças lindas, caronas com estranhos, táxi árabe, eu perdida na cidade velha a noite, sozinha, meu aniversário super legal, reveillon mttt louco: boate, paulista bêbado, outro paulista vomitando, argentinos safados, peruano intrometido, absinto e fadas azuis, despachando os meninos e voltando p boate até as 5 da manha, espanhol, hebraico, ingles, portugues, encontros inesperados, shabat na casa do primo da Ká: indo p cidade árabe, cerca elétrica, primos fofos, casa com 14 pessoas sendo q eu era a única q naum era da família, sobremesa maravilhosa e inesquecível, bebê dormindo no meu colo, comendo língua de boi (episódio sinistro)...
rápidos min no comp..por do sol sensacional em Haifa, mar mediterrâneo mtt lindo, castelo dos cruzado em Acco, shopping mtt caro, meu amigo árabe (Gassan o nome dele ahah), disputada por mais 2 paulistas, acordadas pelo rabino, dormindo de olho aberto ( a marcella pensou q eu tinha morrido)hahah, perdidas no bosque, Ká quebrando a loja do árabe sem querer, dançarina da broadway, 1001 noites na Ben Yehuda, geúla, o bairro dos religiosos, mttt falafel, croissant, waffles (sinto o gosto até hj) pizza, wafer..pancadão no quarto ahahha, bebado dando informação certa, tenda dos beduínos, andandno de burro, peguei logo o mais arisco..q medo.ahaha, perdidas no cemitério, debate na cama sobre o brasil e sua situação de 3 mundo, entrando na casa errada (entramos na casa vizinha), cuidando do baby (haim), salto ornamental, neveeeeeeeee!!!!!!! mofando no aeroporto na volta, passando mal no avião, 15 hrs em milão, dormindo no chão, jogando buraco, ouvindo forró, água mais cara do mundo (8 reais), de milão p sp..melhor viagem impossível, voltando com quem eu queria, vendo a hora do rush 2, aeromoço mtt gato, comida boa, em sp: sem despedidas, freeshop, correndo p passar na alfandega,e p pegar o ônibus, 1/2 das cariocas ficaram em sp...perderam o aviao.. (eu consegui pegar!!!), calor infernal, choro de emoçao, chegamos!!!! "

é..essa foi minha jornada de 40 dias em Jerusalém- Israel, super resumida, acho q só eu consigo entender ahhah, mas é isso.são tantas histórias q poderia escrever um livro, e p resumir tudo só assim mesmo...hahah..hj faz exatamente um ano q eu fui..e olha q eu não queria ir no começo...
e hj eu digo q se eu não fosse seria o maior arrependimento da minha vida, pq não tentar ..é pior do q tentar e não ir bem..eu tinha mttt medo de q a viagem fosse horrível, mas arrisquei...ahhaha.. e hj digo com a maior satisfação do mundo q assim q puder...to voltando...talvez até p ficar!!
emoções únicas...boas lembranças.!!!
o q ficou disso tudo? auto-conhecimento, uma mente mais aberta e amizades p toda vida!!!!


(p quem não conhece, esse é o Kotel, o muro das lamentações, o lugar mais sagrado p os judeus, onde outrora fora erguido o templo sagrado, destruído pelos romanos, sendo este a única parte que sobrou, se transformando num símbolo de resistência e esperança... as pessoas vão lá para rezar, agradecer e fazer pedidos impossíveis (ou não) (pessoas de outras religiões tb vao lá p isso!!)..atrás dele, está a Mesquita Muçulmana e ao lado a Igreja Cristã, logo, a cidade de Jerusalém é considerada a mais sagrada do mundo, pois reune os ícones das 3 religiões monoteístas, mas nem por isso deixa de ser alvo de homens-bomba (mtt raro, mas ocorrem lá tb)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A chave da lacuna

Então...cansada de sofrer..(ela criava expectativas e se decepcionava sempre...sabia q tinha culpa por agir assim..mas não tinha culpa de ser uma sonhadora)..Lola abriu o peito...arrancou de uma só vez seu coração, q ja batia arritmado..e decidiu congelá-lo... guardou numa caixa, colocou num freezer e trancou. Jogou a chave fora, no fundo de uma lagoa...q era p não correr o risco de se arrepender...e querer seu coração de volta...e desde então...vários já tentaram arrebentar o freezer mas todos morreram congelados..não conseguem suportar extremos...


e ela se perguntava..será q estava pedindo mt??não estava pedindo carruagens, castelos, príncipes e casamentos....só queria o sentimento e a certeza de q era especial p alguém...q aquele alguém estivesse ao seu lado nos momentos em q ela precisasse...ela q antes andava com uma blusa q dizia...por favor.. não me machuque...hj vestia uma armadura de bronze, (porém se sentindo nua)...e quando alguém se aproximava dizia..."não estou sentindo nada, nem medo, nem calor, nem fogo, nem vontade de chorar nem de rir!!! já não sinto amor, nem dor..ja nao sinto nada!!! Socorro, alguém me dê um coração, q esse ja não bate nem apanha"..(ja nao o tenho mais)... por favor!!......

...e então ficava por aí... vagando a esmo..absorta em suas divagações sobre a natureza humana..apática..como se já não existisse para o mundo.

A única coisa q conseguia despertar algo nela era...a arte. Fazia arte pq a felicidade de ter feito uma obra nunca se esgotaria, ao contrário dos sentimentos das pessoas que com o passar do tempo vão se esvaindo até acabar.Queria um amor digno de "Tristão e Isolda", aquele que goza e morre ...junto com os amantes.



sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Casulo, a condição humana

(trabalho de Daniel Lopes)

Casulo, a condição humana, foi apresentado como trabalho final de período, na matéria arte e materialidade.
A proposta do trabalho era utilizar como matéria-prima, a matéria humana, ou seja, uma pessoa, em uma espécie de performance. Inicialmente, a posição do corpo seria voltada para/como a de um Bebê, a posição fetal, que estaria enrolado, como se fosse um casulo.
Assim, abordaria a questão do Real x (na) condição humana; já que isso não é possível na realidade, pois casulos são feitos por animais e não por humanos.
Contudo, no decorrer da execução do mesmo, ficou decidido que a posição da pessoa, não seria mais a fetal, mas sim o corpo esticado, preso a uma árvore, se assemelhando a um casulo de um inseto.
O casulo, na verdade, além de lidar com esse paradoxo de naturezas, metaforicamente, representa questões do psicológico do Homem. Os animais fabricam casulos, nos quais se envolvem durante um tempo para sofrer sua metamorfose, amadurecer, virar um animal pronto para lidar com a natureza selvagem e a poder fazer sua reprodução e conseqüentemente, sua perpetuação.
Isso representaria, em um indivíduo, uma temeridade aliada à imaturidade, ou seja, uma pessoa que tem medo de crescer e se fecha para o mundo, para viver sozinho no seu “espaço individual”, na bolha, em uma mistura de egocentrismo e insegurança.
Ao mesmo tempo poderia significar o contrario, o desejo de “metamorfose” para a fase adulta, para adquirir sua liberdade, viver o mundo adulto. Ainda assim, poderia significar também essa vontade de saída para o mundo, porém contida pelo envoltório do casulo.
Devemos atentar para o fato de que o casulo quer chocar, seja pela questão de irrealidade com uma situação real, seja pela questão metafórica que infere em questionamentos da psique, seja pela performance, que gera uma aflição de ver alguém preso, totalmente lacrado, sem poder sair do lugar, nem se mexer.

domingo, 9 de novembro de 2008

Aos pés dos trilhos..

(Jacek Yerka)


Malas prontas. P onde vou? Sei La..talvez Maracangália, Pasárgada ou mesmo Genóvia. O importante é que seja um lugar bem distante desse mundo louco. Peraí, quem está louco é o mundo ou será que sou eu? Tb não sei. Sei que por mais q eu tente, não ta dando p continuar nesse barco. Eu posso até não estar lá muito bem com os meus pensamentos, meus relacionamentos também não tem sido lá grandes coisas, nada de finais felizes como nos filmetes hollywoodianos, mas Tb acho q não ia gostar de uma vida tão perfeita. Pensa só: as pessoas acordando sempre com um sorriso na cara, já de maquiagem, magérrimas, cabelos lisos, olhos azuis e corpos invejáveis, um emprego maravilhoso, com uma carga de horário pequena e um salário q sustenta uma mansão e um carro do ano. Eu, sinceramente, gosto desse meu jeito meio imperfeito, adoro uma discussão e não ia gostar dessa monotonia, mas se a gente parar p pensar, o real ta tentando imitar o imaginário. È uma vaidade sem limites com as cirurgias plásticas (que quase sempre trasnformam pessoas normais em monstros), dietas ditatoriais que secam a carne e dobram os ossos até quebrarem, a soberba do consumismo que é tão descartável quanto a vida de pessoas que se destacam e pagam com a mesma pela inveja despertada. Ta tudo acontecendo tão rápido que até,e principalmente, os amores estão acabando. Tudo tem um prazo de validade: conhecer a pessoa, beijar na mesma hora, transar na mesma noite e pronto, amanhã novo dia, nova pessoa. E os casamentos então, nem se fala. Parece que Ninguém tem mais tempo para perder conhecendo alguém e aprender a conviver com as diferenças desse alguém. O que elas precisam é correr para serem promovidas, trocar de carro e ao mesmo tempo impedir que o próprio tempo venha corromper sua beleza. E o engraçado é que ninguém percebe que o importante na história é o ser e para isso é necessário ler, ouvir, exercitar o pensamento, mas o ter é que tem regido esses corpos ocos.Se eles soubessem que o ser é que rege o ter, talvez atentariam para o “ser” que existe dentro d cada um. Ou talvez não, (já que hj eu to meio pessimista). E é por isso que eu to saindo fora daqui. Simplesmente pq eu não me sinto parte dessa grande massa padrão que empurra o mundo com a barriga e continuando aqui não sei qual é o meu papel, se é que existe um p cada pessoa. Talvez Platão estivesse certo quando disse que existiu um mundo paralelo perfeito, e que a beleza reconhecida no nosso é somente uma lembrança desse paralelo; mas eles deviam saber q uma lembrança não pode ser reproduzida fielmente. Contudo, insistem em buscar a beleza aqui, encontrada lá, que hj se representa nos filmes. Eu como parei de ver esses filmes, decidi que preciso mesmo ir, talvez ainda haja uma maneira de salvar o mundo, por isso preciso seguir na minha jornada.então vou La. Quer saber? Vou ate esvaziar minhas malas, q é p me desvincular dessas recordações que não me servem p futuro. ah, já ia me esquecendo de avisar .. a data da minha volta.........como não sei o que me espera..não posso dizer quando volto.. Por enquanto a passagem é só de ida.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Entremeios da educação


A educação é um campo de prática social que lida com a ação do homem na realidade, a partir de instrumentos. Essa prática se divide em técnica, que é a intervenção propriamente dita no real, e em teoria, de onde advém a filosofia, que tem como função formar modelos teóricos e conceitos, dos quais as técnicas se originam.
A filosofia trabalha, justamente, se afastando da realidade, com consciência, para entendê-la; Na verdade, desconstrói essa realidade, contrariando, questionando também as explicações da arte, da religião e da ciência, principalmente, que vigora como a verdade absoluta em nosso tempo. Enquanto a ciência trabalha com juízos de fato, a filosofia trabalha com juízos de valor, possibilitando visões mais amplas acerca dos conceitos trabalhados na educação como as referências à beleza, liberdade, vida humana, seus objetivos e aspirações.
Além disso, a filosofia faz o estudo das teorias do real, nas quais surgem as visões realista (dogmático), relativista, e niilista, que se encaixam na prática pedagógica refletidas quase sempre nos métodos e principalmente no comportamento dos professores em sala de aula. Um professor jamais poderá ter uma visão niilista, pois esta parte do princípio de que tudo vale (ou seja, nada vale) que indica uma postura descrente do futuro, não condizendo com o papel do profissional pedagogo, que deve ensinar incentivar e crer no progresso dos alunos.
Já a postura realista, indica uma pessoa mais autoritária, que se acha dono da verdade, construindo dualismos maniqueístas, onde tudo o que for contrário à suas idéias está errado, apresentando métodos rígidos e inflexíveis, que desconsideram o momento de cada aluno, suas aptidões e potenciais individuais, generalizando e padronizando os indivíduos de uma mesma turma. Ainda dentro dessa visão, podemos citar Kant, na medida em que o mesmo discorre sobre o tema da maioridade (e conseqüente esclarecimento individual e coletivo) e minoridade. Pessoas que recebem uma educação rígida, dogmática, quase sempre se portam de maneira menor, ou seja, subordinadas a outra, nesse caso o professor, que não lhes permite (não os permite desenvolver) sua capacidade de pensar sozinhos.
Em contrapartida, o profissional que adotar a postura relativista, será uma pessoa mais flexível, levando em conta as necessidades individuais da turma e possibilitando a maioridade, e conseqüentemente o esclarecimento desses alunos. Ou seja, como disse Hegel, um dos fundadores da filosofia: “A verdade é a “coisa” mais o caminho para chegar nela.” O professor, não pode dar a solução do problema pronta (minoridade), deve mostrar ao aluno como foi resolvido e fazer com que ele faça o mesmo caminho para a resolução.
Se a educação é a transmissão de conhecimento e saber, e se a filosofia produz conhecimento, elas estão interligadas. Segundo John Locke, os conhecimentos são as experiências acumuladas durante a vida, e dessas é que se forma o psiquismo; além da educação, há a ligação com a psicologia também. Logo, questões discutidas pela filosofia, funcionam para a “criação da educação”, e são explicadas também pela psicologia, como é o caso do pudor. Sendo um elemento formador da cultura, cria uma interdição, através do conceito do incesto, que cerceia o comportamento e a educação.
Portanto, com o destino de educar o próximo, usa-se a filosofia para instigar o pensamento crítico e analítico, afim de que todos tenham suas próprias respostas às questões diversas.
A relação da pedagogia com a filosofia é tão íntima que alguns a têm considerando como parte integrante e subordinada da filosofia. Sem a atividade pedagógica, a filosofia não encontraria jamais extensa compreensão e, ainda menos, aplicação à vida; da mesma forma que, por outro lado, sem filosofia a arte da educação nunca chegaria a alcançar completa clareza em si mesma. Cada uma delas seria inútil e incompleta sem a outra.